quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Do pó ao pó

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Os cupins em festa
no tronco ressequido
mostrarão sua obra.

Antes, corroer, tornar pó
varrer aos quatro cantos
a ver o tronco
inflexível ao vento.


Lou Vilela

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5 comentários:

J.R. Lima disse...

Ótimo isto, dá muito o que pensar. Afinal, não é o que todos fazemos, inclusive com o planeta?

Sempre bom vir aqui!

Obrigado pela visita aos Ecos.

Um abraço!

Hercília Fernandes disse...

Olá, Lou.

Tenho visitado o seu espaço e degustado de sua poética.

Belos os seus textos. Sua poesia é sensível, doce e subjetiva. Expõe a alma feminina em suas variações.

Então... que os cupins façam a festa! Na corrosão nascerá uma nova vida.

Abraços,
Hercília Fernandes.


Obs: Estou inserindo o seu blog na minha lista de links. Beijos.

Lou Vilela disse...

Também gosto de ir ao "Ecos", J.R. Sempre tem algo bom por lá para se ver. rs Um abraço!

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Hercília, descobri seu blog através da divulgação que você fez no beco sobre o artigo em homenagem ao poeta Marcelo Novaes. Gostei muito do espaço e da qualidade de seus textos. Aparecerei sempre que possível. Um abraço e obrigada pela visita e pelo link!

Pavitra disse...


e nessa até eu sou inflexível:
excelente poesia, lou!

Marcelo Novaes disse...

Lou,


Bonito e conciso
esse tronco
roído.





Beijos,




Marcelo.