quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Tradução infiel

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Os meus longes traduzo

em versos infiéis

: são livres sem julgo

sussurros do vento

que prenhe esvazia.


Os meus longes de água

molham a face e buscam

o reflexo.


Lou Vilela





* Tem poema meu no Teorema da Feira! ;)


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10 comentários:

Úrsula Avner disse...

belas metáforas traduzem seu poema Lou. Bj.

nina rizzi disse...

dos melhores textos que já li aqui. me lembrou ao manoel de barros (gigante das águas) e.. rsrs.. a mim mesma naqueles con-sisos.. rs..

beijos :)

Mirse disse...

Lindo Lou!

Lembra mesmo o Meu Manoel de Barros, em uma criação própria sua!

Beijos

Mirse

A.S. disse...

Lou...

Os reflexos têm sempre mais brilho e fantasia... alimentam o sonho!

Gostei das tuas letras!

Bjs

BAR DO BARDO disse...

a água reflete a pureza de si...

VFS disse...

os fiéis do tempo banham-se nas águas da redenção

...

quando o Eu sucumbe.

belíssimo poema!

Marisete Zanon disse...

Legal Lou.

Danilo de Abreu Lima disse...

lou,
outro dia etive aqui, comentei, mas acho que deu tilt: não publico
u. adorei seus poemas: profundos, densos, tensos, mesmo que com temáticas tão diversas. Grande abraço, poeta: obrigado apelas visitas.

Danilo de Abreu Lima disse...

parabens, poeta... Lindo!

Lou Vilela disse...

Úrsula,
Obrigada!

Nina e Mirse,
Feliz que tenham gostado!
As comparações me deixaram com cara de boba. ;)

A.S., Henrique e VFS,
Lindos e filosóficos comentários!

Valeu, Marisete! ;)

Danilo,
Você é sempre bem vindo!


Um grande abraço a todos,
Lou