quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Um mote e muitas léguas de distância

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Gostaria de lhe falar, Senhora,

desta agonia

[macho quando chora].



Usei terno, crucifixo, patuá...,

mas empaquei

- tal qual jumento -

sem conseguir me aprochegar.



Restam-me letras tortas,

uma viola,

um chifre de touro brabo...

muita ladainha para o meu

Padim Ciço escutar



e o mote, Senhora,

que me inspira até hoje

e que eu suspeito, ai-me-acudam,

que a Senhora vive a espreitar.



Êta vida besta!




Lou Vilela

.

9 comentários:

BAR DO BARDO disse...

um tom gostoso de cordel.

gostei, porque gostoso.

tem um pouquinho de manuel bandeira também... e mais, muito mais...

felicidades, lou!

nina rizzi disse...

sim, o gosto gostoso da terrinha que escolhi por minha.

beijos :)

Talita Prates disse...

Amei isso aqui, Lou! Que lindo, tudo.
Bjo e paz.
Eu te seguirei... rs

Adriana Godoy disse...

delicinha...um gosto mesmo de cordel mas bem mais delicado e belo. bj

Úrsula Avner disse...

delícia de poema Lou, onde o regionalismo tomou encantadora forma poética. Bj.

Maria Paula Alvim disse...

adoro qdo a sua poesia tende pro regionalismo, Lou

Mirse disse...

Lindo esse poema regional!

Macho não chora?

O que tinha a falar todos já disseram.

beijos e parabéns, Lou

Mirse

Ana disse...

lindo poema´...visitarei sempre."PARABENS".

Lou Vilela disse...

Henrique,

A analogia me deixou lisonjeada!

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Nina, Dri Godoy,Úrsula, Paula

Adoro esse sabor! ;)

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Talita,

Bem vinda ao Nudez Poética! É um prazer tê-la como seguidora!

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Mirse,

Claro que chora! ;)

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Ana,

Foi - e será - um prazer receber a sua visita!

Um grande abraço a todos,
Lou