sábado, 7 de novembro de 2009

Indulto

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Ao mergulhar profundidade oceano
O corpo atordoa.

[Minha terra tem coqueiros
E aves de ruma;
Farinha, cuscuz, munguzá;
Folclore, credos, patuás.]

Quando necessário implodo, recomeço.
Visto incansavelmente as peles que me tocam:
Sou uno, sou todos, zé-ninguém
- Sou Poeta!

Ademais, afino-me pelo diapasão dos pássaros.

[Não permita Deus que eu morra,
Sem gorjear.]


Lou Vilela

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13 comentários:

Úrsula Avner disse...

Você já jorjea Lou, com as cordas vocais da poesia... lindo poema ! Bj.

Úrsula Avner disse...

desculpe o erro de digitação; escrevi jorgea em vez de gorjea... Bj.

Kanauã Kaluanã disse...

As aves que aqui gorjeiam, Lou, são as mesmas que emprestam plumagens para os cocás cheios de imagens da cultura que retiras das letras, e penas para declamares poesia assim.

Bravíssimo.

Beijos.

Katyuscia.

nina rizzi disse...

não permita deus que eu morra sem aí poder voltar.

muito bom, lou.
beijo :)

Nelson Agadé ... disse...

Lindíssimo poema!!

Moacy Cirne disse...

O poema também
atordoa.
Por que não?

Um abraço;

sidnei olívio disse...

Fabuloso! Bj.

Graça Pires disse...

Lindo, Lou!
"Sou poeta...afino-me pelo diapasão dos pássaros"..
Beijos.

BAR DO BARDO disse...

Seus gorjeios são brasileiríssimos!

Gostei!

Beijo!

Nydia Bonetti disse...

Nós e estes pássaros enlouquecidos que nos habitam... Acho que são eles que nos sopram os versos...

beijos, lou!

Adriana Godoy disse...

Lou, delicioso esse diálogo. Bom mesmo. Beijo.

Oculta disse...

Olá... Suas palavras são ricas em simbologia... Gostei muito em ter passado por aqui...
Beijo

Marcelo Novaes disse...

Lou,




Zé-Ninguém. E Zé Ramalho.







Beijos,










Marcelo.