quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Notas breves

.

Clandestina

a(s)sombra sem hora
leva-me em pedaços

- deixo o rastro.


Deslize


cheirar a relva
sentir a terra
en.costas nuas.


Pássaros


engaiolados
por mais que cantem
parecem empalhados.

Humano

indefinível...
para os outros?
o visível.


Crianças crescidas


choram saudades...
a inocência,
o tempo levou.








Lou Vilela



.

9 comentários:

guru martins disse...

...breves
mas
definitivas...

bj

nina rizzi disse...

vc é meiga, Lou.
um beijo.

.Leonardo B. disse...

[não é a letra que anda à deriva, mas o sopro que a liberta, que toma as rédeas; prova por prova, a palavra existe!]

um imenso abraço

Leonardo B.

Frederico Salvo disse...

Gostei muito. Sobremaneira a dos pássaros.
Parabéns!
Bj.

Assis Freitas disse...

Haikais, em breves estalos os versos pulsam.

Ianê Mello disse...

O tempo que passa e deixa rastros...


Querida, gostaria que participasse no blog "Labirintos da Alma" da poesia interativa que iniciei.

Conto com você...e sua criatividade.

Beijinhos.

Elcio disse...

Lou, adorei encontrar esse espaço.

Soltei as meninas (dos olhos) e elas correram, crianças q s, de Norte a Sul.

Gostei...Volto + xs.

É isso aí.
Bjs

Mai disse...

Breves e delicadas. Amenos cordéis. Beijos, Lou

Graça Pires disse...

Notas breves, como a brevidade de um voo ansioso por chegar.
Um beijo.