sábado, 27 de março de 2010

Assentimento

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Salivares urgências
sucumbem à posse
ardilosa, lenta
- latifúndio.
)Entre lábios(
a ponta invertebrada
que explora, escraviza.

Lou Vilela





* Para os pequenos-grandes-seres, um poema inédito bem aqui.

** Já para os grandinhos que gostam de crônica, outro texto,  aqui.

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12 comentários:

Mai disse...

É a língua Lou, e o veredicto é uma sentença absolutória aos poetas. Você parece que não para de pensar, parece um dínamo poético.
bjos

Lou Vilela disse...

Mai,

Seu comentário renderia uma longa e boa prosa. Pegando um atalho: a descoberta atrai mentes inquietas, né?

Beijos e bom fim de semana procê!

Fouad Talal disse...

Confissões do Latifúndio

"Por onde passei,
plantei
a cerca farpada,
plantei a queimada.
Por onde passei,
plantei
a morte matada.
Por onde passei,
matei
a tribo calada,
a roça suada,
a terra esperada...
Por onde passei,
tendo tudo em lei,
eu plantei o nada."

Pedro Casaldáliga

Bjo Lou.

Mai disse...

É sim mentes irrequietas, mãos buliçosas, nudez de palavra e poesia. Beijos, querida.
Bom final de semana tb.

Úrsula Avner disse...

poema de grande riqueza e beleza poética Lou. Bj,

Úrsula

Assis Freitas disse...

Assentimento. Dá para fazer assentamento, plantar, carpir, coser essa palavra. Vou soletrar o sentido das salivas nos ares. Beijo.

BAR DO BARDO disse...

'Bem' gostoso!

Lara Amaral disse...

Nossa...
Muito bom!

Bj.

Primeira Pessoa disse...

belo poema, lou...
o sucumbir à posse, esta estrada de dois sentidos...

Sylvio de Alencar. disse...

Que coisa!: as imagens usadas!:
'Salivares urgências'
'posse ardilosa'
'A ponta (......), escraviza."

Entre outras verdades ditas belamente por você, existe outra (dita por mim):
também somos escravizados...

Abrçs.

Mirse Maria disse...

Beleza poética nas urgências...

Só poderia ser sua. Aonde eu visse, assinaria embaixo: Lou Vilela!

Belíssimo!

Beijos

Mirse

Sylvia Araujo disse...

Escraviza o corpo inteiro - e os sonhos.
Sensualíssimo, Lou!

Beijomeupravocê