segunda-feira, 29 de março de 2010

Poema acidental

.




De grão em grão
engolia o pão
(amassado)
dos desvalidos:
ruminava sonhos.

Esperava tanto, tudo:
soube o tempo esperado
surdo-mudo.

Desfez-se à voçoroca.*
Tão deformado sentiu-se,
tão deformado ficou:
dentro e fora, enfim, aquilo
que o tempo(?) sonegou.

Lou Vilela


* “Fenômeno geológico que consiste na formação de grandes buracos de erosão”.  

.



9 comentários:

Assis Freitas disse...

Acidentais os versos, mas precisos como lâminas. Cheiro

Adriana Godoy disse...

Lindo, lindo, Lou!! Bj

Eder Asa disse...

Quisera eu sofrer um acidente assim HA'

Mirse Maria disse...

Belíssimo, Lou!

Sempre me encontro em seus versos.

Beijos

Mirse

Rosangela Neri disse...

Passei pra dar uma bisbilhotadinha e adorei isso aqui... volto logo logo!!!

Beijocas da bisbilhoteira Rô

Lara Amaral disse...

Muito bom!

Beijo, querida!

Sylvio de Alencar. disse...

Veras palavras.
Lindo poema.

Abrçs.

BAR DO BARDO disse...

Mas não desandemos o percurso.

Lou Vilela disse...

Meus caros,

Agradeço pela presença!

Uma Feliz Páscoa a todos!


Beijos,
Lou