quarta-feira, 12 de maio de 2010

Ausência

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Sob a luz das candeias
inclina-se a cítara e chora:
resta-lhe o acorde notívago
transfigurado em versos.

Lou Vilela
Em 15/04/09




Tela Blue Nude by Pablo Picasso.



** Texto republicado.







17 comentários:

Mai disse...

E ainda assim são sublimes os sons.
Abraços, Lou, também agradeço a reedição de um poema tão belo.

Juan Moravagine Carneiro disse...

Gosto muito desta forma de trabalhar com as palavras...tão intensas e ricas em tão pouco espaço...

...abraço!

Francisco de Sousa Vieira Filho disse...

Cítara, lira ou bandolim - retesada corda é verso, por demais se rompe, e de menos afrouxa o som... ;)

Assis Freitas disse...

acordes notívagos, eu também gosto. cheiro

Graça Pires disse...

O som do poema... Magnífico!
Um beijo.

Adriana Godoy disse...

Um som poético dos melhores. Beijo.

Casa disse...

Lou,

que saudade. Faz tempo que não venho aqui admirar a sua nudez poética. E como acontece com certos nus, a sua ficou ainda mais bela com a "Prenhez".

Você já chegou a publicar algo em livro?

Lara Amaral disse...

Há vários dias escrevi um texto falando de cítara, lira, choro, bandolim... seu escrito fez-me lembrar dele, ainda publicarei.
Vai ser bom quando eu conseguir dizer tanto em poucas palavras como vc =).

Beijo.

Jorge Pimenta disse...

sons, reflexos, sombras, projecções... é a noite em todo o seu esplendor!
um abraço!

Daniel Senos disse...

Chore teu acorde em versos, cítara!

Danilo de Abreu Lima disse...

lou,
lembrei caetano- "como é bom podere tocar um instrumento" - aqui ele ganha vida-e sentidos sentimentos- e choram ausências-
lindo poema- conciso e preciso!
abraços
danilo.

Úrsula Avner disse...

Belo Lou... Bj,

Úrsula

ragi moana disse...

Oi Lou,

que prazer você no nosso grupo de amigos da nanica timbutica,

obrigada pela visita!!!!

Nydia Bonetti disse...

que são nossos versos, senão ecos dos nossos corações tranfigurados... que lindo, Lou. beijos.

Adriana Karnal disse...

um poema de cítara não pode ser cítrico....esse seu é doce,doce...

Thais Allana disse...

Amei seu blog, estou seguindo

Beijos

Por que você faz poema? disse...

A poesia é feita de
ausências
de esperas
de silêncios.