sexta-feira, 28 de maio de 2010

O escultor

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Para André


Da abstração do desejo
brotou sua obra de arte
o côncavo e o convexo
em perfeito encaixe

No ápice da criação
a trama delineada
deu aos corpos colados
o movimento das ondas

Em seu delírio passional
levou ao gozo os amantes
imortalizados por suas mãos
numa escultura viva


Lou Vilela


* Texto republicado.
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7 comentários:

Assis Freitas disse...

talhaste as palavras para compor o cenário. cheiros

A.S. disse...

Mãos que esculpem as mais ardentes caricias...

Beijos, Lou!
AL

Geraldo de Barros disse...

lindo poema, parabéns!

;)


beijo,
G.

Lara Amaral disse...

Lou, fico aqui a admirar seu poema moldado.

Beijo, linda!

Marcello disse...

esculpindo versos e emoções no papel.
muito bom.

Jorge Pimenta disse...

de repente, quase consigo perceber os movimentos luxuriantes dos caracteres sobre linhas ondulantes que aquecem a folha onde a tinta jorra em golfadas de prazer.
é o bailado das formas na escultura; é a magia das sensações na poesia!
um beijinho, lou!

Juan Moravagine Carneiro disse...

BELOS VERSOS...

COMO PALAVRAS EM ARGILA!

ABRAÇO!