quinta-feira, 24 de junho de 2010

Pedaço mastigado

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Quando me defino
sou  passado,
rio percorrido,
pedaço mastigado.
No hoje transbordo,
rumino e me estranho.
Lou Vilela
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39 comentários:

Leonardo B. disse...

[tanta água que no ribeiro se estranha, tanta vida que a letra não acompanha]

um imenso abraço, Lou

Leonardo B.

Wilson Torres Nanini disse...

Dessas margens - que se fingem de assoreadas - o que vejo é uma espera por um relento que ponha fim à estranheza que vc sente.

Abraços!

Rosangela Neri disse...

Profundo ou raso?

Beijinhos...

Assis Freitas disse...

meu tempo é quando, como disse Vinícius,

cheiro

Luiza Maciel Nogueira disse...

por um momento eu li "me estrado", e achei lindo também. beijos.

tonhOliveira disse...



E um futuro pra digerir (dirigir)!

Li Lou!

Sylvia Araujo disse...

No espelho é sempre tudo tão estranho, ou sou eu?

Bonito isso, Lou.

Um beijo

dade amorim disse...

Perfeito, Lou - melhor impossível.

Beijo.

Lara Amaral disse...

As palavras soltas, sem sentido de outrora, formam os mais belos versos que nos reconstituem agora.

Beijo, linda.

Talita Prates disse...

Perfeito, Lou!

É por isso que eu acho
que a existência precede e EXCEDE
a essência!

Viva o vir-a-ser!

Um bjo, grande!

Talita.

Juan Moravagine Carneiro disse...

Encantador estes versos...

E de uma força impressionante...

Sempre caímos na armadilha que achamos o que procuramos e aí desistimos da vida...

belo

abraço

Jorge Pimenta disse...

quando definho
sou passado.
apenas rio gelado
somente choro mitigado.

no presente me anulo:
sou rosmaninho e entulho.

um beijinho, lou! desculpa o exercício que desvirtua as duas linhas entrecruzando o tempo (o nosso tempo) que tão extraordinariamente teceste...

Úrsula Avner disse...

Oi Lou,

belo, intenso, reflexivo como de costume... Bj,

Úrsula

nydia bonetti disse...

Sou rio parecido, Lou... Bonito, demais e forte, como sempre, teu poema. Beijos.

Lou Vilela disse...

Hoje, conseguirei responder aos comentários por aqui. ;) 'Simbora'.

Lou Vilela disse...

Leonardo,

Que bela metáfora?!

Um imenso abraço pra ti também, meu caro.

Lou Vilela disse...

Nanine,

Levando em consideração, também, a forma de como o nosso cérebro processa informações, creia: a estranheza é bem-vinda. ;)

Abraços

Lou Vilela disse...

Rosângela,

Depende do olhar... ;)

Beijos

Lou Vilela disse...

Assis,

"eu morro ontem
nasço amanhã"

grande Vinícius!

Beijos

Lou Vilela disse...

Luiza,

Seria rima... e, também, solução. ;)

Obrigada pela visita!

Lou Vilela disse...

Tonho,

Que seja ao menos palatável. rsrs

Beijos

Lou Vilela disse...

Certamente, Sylvia, essa sensação é compartilhada.

Beijos

Lou Vilela disse...

Obrigada por ter vindo, Dade!

Beijos

Lou Vilela disse...

Larinha,

De uma forma lírica, você versa sobre o pensamento sistêmico.

Beijos, fulô

Lou Vilela disse...

Talita,

Sua abordagem existencialista está em conformidade com o que traz à tona o eu-lírico. Isso daria uma longa e boa prosa. rsrs

Beijos

Lou Vilela disse...

Juan,

Desistir jamais! ;)

Alegra-me que tenha gostado da leitura.

Abraços, meu caro!

Lou Vilela disse...

Jorge,

Quando o poema gera reflexão, desdobramento - (co)move -, cumpre o seu papel. Não cabe um pedido de desculpas quando se presenteia, concordas?! rs

Beijos, meu caro!

Lou Vilela disse...

Oi, Úrsula!

Agradeço a presença e o gentil comentário!

Beijos

Lou Vilela disse...

Nydia,

A caminho do mar... ;)

Beijos

A.S. disse...

Lou...

És rio que corre mas que já não cabe nas suas margens. és uma torrente imcontrolável de emoções...


Beijos, poeta!
AL

meus instantes e momentos disse...

que bom vir aqui....
Maurizio

Rízia Luiz disse...

uaau!
adoreeeii!
Vc encantaa menina! *-*
nossa!
Estou impressionada!
virei aqui sempre.

beeijos, seguindo.

Graça Pires disse...

A simplicidade profunda das palavras que se fazem água para que seja rio...
Um beijo.

Cris de Souza disse...

Risco apurado!

Indefinível é o teu talento...

nina rizzi disse...

ora, ora, uma obra-primíssima. primeva :)

Danilo de Abreu Lima disse...

lou,
lindo-sintese do ato de viver- no hoje, rumino e me estranho- e me entranho e me reinvento a cada sol., a cada vento, a cada aragem da palavra lida e cantada: a poesia- arma da descoberrta.

abraçso.
danilo

carmen silvia presotto disse...

Como se pode dizer tanto, com tão poucas palavras... a grande poesia está em sua síntes. Parabéns Poeta!!!

Um abraço

Carmen Silvia Presotto
www.vidraguas.com.br

nina rizzi disse...

lou, minha linda, hoje vc, o seu poema, devolvo ao nosso povo, ellenizado.

beijos.

Andreia Hernandes disse...

Lindíssimas palavras.

Parabéns pelo texto!

Da nova seguidora,
Andreia.