terça-feira, 12 de outubro de 2010

Os que me habitam

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Nem tudo era vão.
Nem tudo era chão.

Trazia nos vincos
das mãos
a dor e o orgasmo
das bocas.

[No olho, o pão;
nas letras, a sopa.]

O sêmen
escorria
por folhas
e moitas.

[Há dias de pratos.
Há dias de pedras.
Há dias de coxas.]


Lou Vilela

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14 comentários:

Domingos Barroso disse...

Fabuloso,
fabuloso:
sabe, de forma sutil
(tímida não, delicada)
dizer "não nos esqueçamos
da febre dos corpos..."

Beijo carinhoso.

Wania disse...

Lou


Poesia lindíííííssima!
A inspiração tb te fez morada...


Bjs

Liene disse...

Há dias
de prantos
outros de prazeres...

Bom voltar aqui, Lou!

Beijos de luz...

Carol disse...

=]

lindo!

MOISÉS POETA disse...

há dias em que o galope do corpo é tão perfeito quanto o galope do verso.

adorei !

um beijo !

Assis Freitas disse...

há dias em que
até o medo medra


cheiro

Mai disse...

Bárbaro!

E estou certa que sabes que não preciso mais elogiar a tua escrita, Lou, mas esta é do mesmo DNA de prenhez. Perfeita!

abraço de admiração

flaviopettinichiarte disse...

há dias de vida...então otodo é tão sutil quanto o espasmo do desejo!!
lindo!!!

Graça Pires disse...

Excelente!
Um beijo.

Talita Prates disse...

Lou é mulher grande!

= )))

Talita.

Adriana Karnal disse...

Lou,
entre sopas e coxas, a poesia....lindo!

Maria Rita disse...

A poesia que exala pelos poros.

Beijos pra Ti

Renata de Aragão Lopes disse...

Os que te habitam
também habitam a muitos outros...

Esta, a magia da poesia.

Beijo,
Doce de Lira

★★ GIZA ★★ disse...

ola
adorei seu blog e estou te seguindo
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beijos