sexta-feira, 18 de março de 2011

Sistemático

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Roswell, acrilico e massa de cristais sobre tela  


Vimos alguns planos fugirem
De mãos dadas com o silêncio
Outros, mortos, renascerem
Sob essa égide severa, sagaz
Teoria empossada pelos cotovelos
De uma mudez temporal que filtra
E submete-se, esfolada, em crosta.

Lou Vilela
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9 comentários:

carmen silvia presotto disse...

E quando desaboletamos tudo se transforma... a imagem da inércia é um espanto neste poema, consegues destapar a crosta dos meus olhos.

Um beijo grande, bom final de semana.

Carmen.

Álvaro Lins disse...

Trazido por mão amiga. Gostei

Francy´s Oliva disse...

É nada como andar de mãos dadas com o silêncio...
Bjs.
tenha um ótimo final de semana.

Sam disse...

foram caminhos
traçados na pele
no leve instante
onde as normas
e as portas guardadas do mundo, escancararam-se sem aviso.

Beijos, Lou, Muito bonito.

Graça Pires disse...

O silêncio às vezes nos atraiçoa...
Um belo poema, amiga.

evandro mezadri disse...

Bela poesia, Lou!
Inteligente como sempre, bem escrita.
Grande abraço e sucesso!

Amosventura disse...

o silencio fez a palavra...
lindo
abraço

Vais disse...

Ei, Lou,

tão profundo!

fugir de mãos dadas com o silêncio, por vezes, é a fuga menos angustiante, porém não deixa de esfolar.

beijos, querida

Cristine Lima disse...

Olá Lou,

Gostei muito do seu blog e deste post em especial.
gostaria de convidá-la para ver o meu também.
Comentários são muito bem vindos.
Abraço