terça-feira, 12 de julho de 2011

Ainda que eu seja apenas palavra

                                                                                                    

                                                                                                                   Para Leonardo Martins



  Yves Tanguy, “Hands and Gloves”



Posso escrever(-me) naquelas paredes
Cada ranhura
Posso, inclusive, incorporar
O branco gelo das escolhas
Dedicá-lo aos mortos
Mas escorro - textura lisa
Aglutinada em rodapés
De tempo: telas surreais.

Lou Vilela

.

15 comentários:

Ana Ribeiro disse...

A escrita é uma escolha surreal. Não hesite em escorrer...

RICARDO disse...

Muito bom Lou!

Cada vez que passo aqui "escorro-me" de admiração...

Beijo!

carmen silvia presotto disse...

Ainda que eu seja só palavra, falo, abano, liberto, escrevo em busca de de meu núcleo, fogo vivo, átomo poesia.

Beijos Lou, estar aqui é sempre muito bom.

Carmen.

Assis Freitas disse...

apenas palavra é puro verbo,

cheiro

Daniela Delias disse...

Cada poema teu é um presente para a alma...bjos!

Nina Pilar disse...

escrever sobre as rasuras, lindo texto amiga, adorei!

beijinhos e um lindo final de semana

Elisa T. Campos disse...

Que lindo .
Me ocorreu este:

Na parede descuidada
cheia de ranhuras do tempo
avança a unha-de-gato
pincelando de verde

bjs

carmen silvia presotto disse...

Lou, tudo bem? Um beijo pelo dia do Amigo e carinho sempre.

Carmen.

Pedra do Sertão disse...

Mito e memória: escrever para os mortos! Nossa meta irresistível!

Eurico disse...

Um efeito sinestésico, uma tela de palavras, Poeta.
Muito bonito.
Estás toda poesia.

Abraço fra/terno.

Adriana Aleixo disse...

Belíssimo escrito!!!
Bjo!

Adriana Aleixo disse...

Belíssimo escrito!!!
Bjo!

ॐ Shirley ॐ disse...

Adorei o seu poema, Lou. Muito bonito mesmo. Beijo!

Luciah López disse...

Maravilhoso!! Beijos


Luciah


http://luciah-lopez.blogspot.com

Curiosa disse...

adoro tuas criações, Lou ... parabéns! bjim ..