sábado, 31 de março de 2012

Folhas brancas em altar

Henri Matisse


Onde nos perdemos?
tantos galhos retorcidos
frutos verdes
folhas brancas em altar

Tantos credos
em latim – não sei bem
conduzindo-nos
coro de bocas ávidas

Onde nos perdemos?
apesar das orações
diverso versejar

Somamos passado
presentes
encruzilhadas
vasos, flores  cruas, nuas, orvalhadas
penumbras, rendas
o peso “sem perdão”

Mosaicos firmemente recordados
lugares sitiados
onde nos perdemos.

Lou Vilela
                                 
* poema revisado em 07/12/12.

5 comentários:

Assis Freitas disse...

esse desencontro é chama que invoca,


cheiro

Daniela Delias disse...

Quando te vejo chegar, quando pinta esse sinalzinho de fumaça com poema teu, venho correndo...tão bom aqui, Lou!

Bjo

Leonardo B. disse...

[o corpo,

o coração por alma,
sempre reinventado...]

um imenso abraço, Lou

Leonardo B.

Mirze Souza disse...

Acho que nos perdemos esperando a finitude de um tempo. Mais de dois mil anos.... acreditando.

Beleza de poema

Beijos, Lou

Murze

Chellot disse...

Onde nos perdemos? Creio que buscamos muito e nessa busca desenfreada acabamos nos perdendo de nós mesmos. Linda poesia.
Beijos doces.