domingo, 29 de julho de 2012

Pensamentos e arredores

tentava desvendar aquela imagem
olhos fundos, um riso quase alegre
navalha e carne entre as gentes.

gostava de acompanhar seus passos
nas manhãs de inverno
dividíamos a fome das esquinas
sem aquecedores,

chafurdávamos o limo
exorcismávamos o ranço
outorgávamos às horas
estranhos frascos e perfumes.

Lou Vilela

6 comentários:

Lídia Borges disse...

Perfumar ideias, fabricar sonhos e ser poesia.


Lídia

Verso Aberto disse...

em belos versos
o azedo ardido da vida

abs

Assis Freitas disse...

esses versos finais são totais e tudo se fecha em flagrante e fragrâncias,


cheiro

Vida disse...

A vida fere e é ferida aberta que teus versos perfumados revelam.
Beijo.
Sigo com vc.

Daniela Delias disse...

Que poeta mais bonita é vc, Lou...

Bjo, bjo

Jorge Leandro disse...

Versejar agridoce. Parece que a beleza consiste na sensação de se ter companhia nessa visão.