domingo, 19 de agosto de 2012

Implume

Se eu lembrasse de outros tempos
das épocas em que aqui estive
dos castelos ancestrais
talvez me fosse possível
tocar alguns sinos a mais
julgar esta fome: banal.

Entretanto, no paço inverso
premido
típico
complexo
pululo, sou quase!  instante;
metáfora de manguezal.

Lou Vilela


"Manguezal, também chamado de mangue ou mangal, é um ecossistema costeiro, de transição entre os ambientes terrestre e marinho, uma zona úmida característica de regiões tropicais e subtropicaisAssociado às margens de baías, enseadas, barras, desembocaduras de rios, lagunas e reentrâncias costeiras, onde haja encontro de águas de rios com a do mar, ou diretamente expostos à linha da costa, está sujeito ao regime das marés, sendo dominado por espécies vegetais típicas, às quais se associam outros componentes vegetais e animais". Disponível em <http://pt.wikipedia.org/wiki/Manguezal>. Acesso em: 19/08/12.

3 comentários:

Assis Freitas disse...

metáfora de manguezal: e eu fiquei me lembrando dos homens e caranguejos de Josué de Castro.

Vi um caranguejo andando pro sul
Saiu do mangue, virou gabiru
Oh, Josué, eu nunca vi tamanha desgraça
Quanto mais miséria tem, mais urubu ameaça.
(Chico Science)


cheiro

Thuan Carvalho disse...

eu, metamorfose de caranguejo, nessa metáfora de mangue hei de me embrenhar.

muito bom!

Tania regina Contreiras disse...

Ser quase: isso é lampejo! Belíssimo poema, Lou!

Beijos,