sábado, 29 de junho de 2013

Poema sem título VII



Pensava na opulência dos dias laranjas
Em meio aos cinzas
No ir e vir, na urgência
No desmantelo social

A cor em sobressalto

Alerta nada convencional

Pensava nos laranjas

No planalto endossado
Adoçado, lubrificado
Comendo a comoção nacional

E alguma gente que vai às ruas

Que vai às redes, mete a boca
Panfleta, esbraveja, mas não demove
(in)decisão, paletó, bicho-de-pé.

Lou Vilela



* Um dos poeminhas que sairá no Livro da Tribo, edição 2014/2015. 

5 comentários:

Gisa disse...

Delícia de poema.
Um bj

António Eduardo Lico disse...

Bela poesia.
Bom fim de semana.

Assis Freitas disse...

dias de urgência



cheiro

Só pra você disse...

Olá Lou Vilela,

Primeira vez no teu blog. O encantamento das tuas poesias é impressionante, tens um "Q"dos poetas imortais, hoje é muito raro esse tipo de poesia e isso me atraí muito, me deixa muito feliz. Parabéns por esse blog.

Um forte abraço.

Auxiliadora RS

PAULO TAMBURRO. disse...

LOU,

acho que a nudez , nem precisava ser poética, principalmente quando o corpo amado é ...por nós verdadeiramente, amado!

Mas já que você insiste, que seja!(rs)

Afinal, a vida é sábia.

Um abração carioca.