terça-feira, 1 de outubro de 2013

Temporais do absurdo


quem chorará meus mortos
[perquiriu o personagem de patins
sobre a via esburacada]
quando me couber sorrir?

quem chorará a relva
atrasada no caminho?

os apressados a pisoteiam
os aluados a referendam [mas não cuidam]:
uma relva estática na folha
simbolizará o mundo?

quem chorará meus mortos
temporais do absurdo?

Lou Vilela

2 comentários:

Assis Freitas disse...

quem viver chorará



cheiro

Teresa Alves disse...

O tempo. E a memória. A saudade da pele. E a lágrima disfarçada no sorriso. Ainda que triste.

Abraço.