sábado, 11 de dezembro de 2010

O que pulsa


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“Aquilo que não me mata, só me fortalece”
(Nietzsche)

Sempre sobra, quando falha:
é na ponta da navalha
que se ajusta.

O que custa?
Mais um corte (cicatriz)
em um peito que insufla.

O que pulsa?
A sobra que aponta
à ponta da navalha;

o corte quando há falha
e não mata.

Lou Vilela
.

9 comentários:

Leonardo B. disse...

[onde pulsa o limite da palavra, onde se esconde a falha, a pausa que palpita, devagar?]

um imenso abraço, Lou

Leonardo B.

Úrsula Avner disse...

Oi Lou,

belo e profundo como de costume... Bj.

Marli Boldori disse...

Olá Lou,vim fazer uma visita,li seus textos muito interessantes.Desejo a você um ótimo final de semana.Beijos!

Assis Freitas disse...

afiadíssimo,


cheiro

Francy´s Oliva disse...

Concordo com o Assis põe afiadíssimo, neste poema(rs)
bjs. Lindo final de semana, para todos.

Henrique Pimenta disse...

No fio...

Daniela Delias disse...

Lindo, Lou...liricamente afiado!

Eder Asa disse...

O que? - Aliás, não existe senteça mais doída.
Gostei da nova car do blog, doí olhar :D
Beijo, Lou!

Marcelino disse...

É o melhor corte: o que não mata, só afronta.