Foto: arquivo pessoal
Entre a tormenta e a calmaria, o tempo.
Minhas calmarias nem sempre estiveram aqui;
nem sempre permanecem.
Vão querendo ficar
entre o tempo que passa e traveste
tormenta em fluxo,
escolha em consciência,
passado em perdão.
Minhas calmarias não esquecem:
aprenderam a (re)pousar.
Como uma poderosa lente,
enxergam à distância.
Como um caleidoscópio,
fazem dos fragmentos beleza.
Como concha, ressoam o mar.
Não (se)iludem;
nem sempre permanecem.
Vão querendo ficar
entre o tempo que passa e traveste.
Lou Vilela
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