quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Entre a tormenta e a calmaria, o tempo.


Foto: arquivo pessoal 


Entre a tormenta e a calmaria, o tempo.


Minhas calmarias nem sempre estiveram aqui;

nem sempre permanecem.


Vão querendo ficar

entre o tempo que passa e traveste

tormenta em fluxo,

escolha em consciência,

passado em perdão.


Minhas calmarias não esquecem:

aprenderam a (re)pousar.


Como uma poderosa lente,

enxergam à distância.

Como um caleidoscópio,

fazem dos fragmentos beleza.

Como concha, ressoam o mar.


Não (se)iludem;

nem sempre permanecem.

Vão querendo ficar

entre o tempo que passa e traveste.


Lou Vilela



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