segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Trama de nós

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num átimo
de tempo
a sós
novelo
de pelo
sem cós
desata
no ato
o(s) nós


Lou Vilela

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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Filho da terra



Filho da terra

Sua mãe agoniza
Você tripudia
Rascunha o epitáfio

Lou Vilela
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domingo, 5 de outubro de 2008

Noites prateadas

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Para Iago


Riso iluminado
Pele trigueira
Olhos de jabuticaba
Alma aventureira

Metamorfose em andamento
Longe já estão os cueiros
Aos tropeços caminha
Trilhando seus canteiros

Não tenho a solução
Para todo mal que o assola
Cuido da fundação
A vida será sua escola

Nas noites enluaradas
Interrogações a bailar
Cumplicidade, brincadeiras
Até a fadiga chegar

Aninha-se no travesseiro
Cerra os olhos cansados
Relaxa o corpo, aquieta-se
Boa noite, filho amado!

Quando um dia eu estiver ausente
Sinta o coração acarinhado
Lembre das noites prateadas
E do amor compartilhado

Lou Vilela
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quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Iluminação

Os atomos e o Homem (Diana Gaspar)



Quando não entendo
escrevo
materializo fantasmas

Quando escrevo
questiono-me
enfrento sombras


Quando me questiono
liberto-me
multiplico-me


Quando me liberto
não me caibo
sou do todo, o átomo



Lou Vilela

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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Leitura incerta


Caminhada de outono
Foto: Sérgio Vasco




Neste momento patético
de um eu circunspeto
apenas sou

aquilo sem definição
sentido vão?
Ausente estou

Redemoinho
mergulho sem fundo
controverso mundo

Questões em neon
respostas sem tom
Avanço!

Essência analfabeta
Leitura incerta
Qual fim?


Lou Vilela
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sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Prenhez


O pensador
Auguste Rodin


parir ou não
que me importa?
a minha prenhez não é uterina
lambuza-me o falo emocional
a fecundar-me ideias


Lou Vilela
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