quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
Urdume
Na trama de
versos sem rimas
disfarço a minha
incompetência:
não sei desatar_nós
Lou Vilela
Em 24/02/09
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Ainda carnaval
O luxo e o lixo
compõem a fantasia
do folião mascarado
As sapatilhas puídas
enquanto o baile não finda
exibem seus passos
Nostálgica alegoria:
a vida se esvai
em ritmo de frevo
num baile de carnaval
Lou Vilela
25/02/09
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009
Cegueira
De peça em peça
(poema)
saio às ruas
nua(s)
- investida
inútil...
Seu olhar cego
tateia
onde não estou.
Lou Vilela
Recife, 23/02/09
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terça-feira, 17 de fevereiro de 2009
Arrebol
fincou-lhe o peito.
Curtido, o sujeito
alagou-se na dor,
em profunda agonia
enfrentou os sopapos,
despediu-se do sonho
que o destino negou.
Naquele momento
descobriu-se saudade,
com o olhar desmaiado,
ao mundo gritou.
Cantando em sol,
alheio a tudo,
um novo arrebol
se formou.
Lou Vilela
17/02/09
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domingo, 15 de fevereiro de 2009
Vivências e poesia
de tudo fica o gosto
e num sacro desespero
su’alma bulímica
espalha-se por entre
vasos humanos
Lou Vilela
Em 15/02/09
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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Confissão
(escancaro)
A minha confissão
está neste olhar
que lhe serve como espelho.
Lou Vilela
13/02/09
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Declaração
até que a morte nos iguale.
Excitam-me as diferenças.
Lou Vilela
Em 03/02/09
Amor mata?
carinho tatuado
grito abafado.
Sobre a Rosa
o cravo ferido
põe-se a chorar.
Lou Vilela
Em 01/05/08
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Prêmio 404
Recebi este delicado selo da artista plástica e amiga Fátima Queiroz.
Esse prêmio será oferecido aos amigos que curtem montagens e afins.
Entregue esse selo para 4+0+4= 8 blogueiros(as) que devem escolher outros 4+0+4=8 blogueiros(as) e incluir esse texto junto ao seu selo.
De acordo com orientação, o selo será entregue somente por e-mail, pois foi utilizado o código html para redimensionar o blog 404.
Minha indicação vai para:
Hercília Fernandez
Padmaya
Theresa Russo
[listagem em construção]
Obrigada, Fátima pelo carinho.
Sua admiradora,
Lou Vilela
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
Vital
Desde então
a vida ecoa-me
em sussurros:
“goze amor,
sou tua!”
Lou Vilela
05/02/09
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
"Troféu do Amigo"
Com enorme satisfação, recebi o selo "Troféu do Amigo" da querida amiga e escritora Hercília Fernandes.

Esse é o Troféu do Amigo!
Esses blogs são extremamente charmosos.
Esses blogueiros têm o objetivo de se achar e serem amigos.
Eles não estão interessados em se auto promover.
Nossa esperança é que quando os laços desse troféu são cortados ainda mais amizades sejam propagadas.
Entregue esse troféu para oito blogueiros(as) que devem escolher oito outros blogueiros(as) e incluir esse texto junto com seu troféu!
Como o regulamento indica, só posso repassar o selo para oito blogueiros(as), porém saliento que de forma simbólica a oferta é extensiva a todos aqueles que têm interagido com o Nudez Poética desde o seu nascimento.
Os nomes indicados são os seguintes:
Elza Fraga (Tempo in-verso)
Fátima Queiroz (© rua do mundo)
Liria Porto (tanto mar)
Marcilio Medeiros (Vida Literária por Marcilio Medeiros)
Marcos Miorinni (Janelas e Travessias)
Maria Clara Pimenta (Maria Clara: simplesmente poesia)
Maria Paula Alvim (Literal-mente)
Theresa Russo (Apoptosis em Prosa e Versos)
À Hercília Fernandes o meu agradecimento e a minha profunda admiração.
Lou Vilela
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
"LÍNGUAS QUE ROÇAM A LÍNGUA"
Por Hercília Fernandes
Breve biografia:
"Pedagoga; Mestra em Educação na linha de pesquisa Cultura e História da Educação (PPGEd / UFRN); Especialista em Educação Infantil (CERES / UFRN); Poetisa e Escritora com dois livros publicados e participações em antologias".
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domingo, 25 de janeiro de 2009
Elas
por esses olhos
embriagados,
incessante poesia,
observo
(sim, atentamente observo):
as estações se sucedem
e a beleza é tamanha.
Lou Vilela
25/01/08
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
Caos ordenado
Sou
opinião assimilada
produto do meio
matéria em transformação
máscara móvel
caos ordenado
divido-me em teses, antíteses e sínteses
e no fim, subtraio-me!
Lou Vilela
Em 03/12/07
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Caminhos da psique
Lou Vilela
Em 08/03/08
domingo, 11 de janeiro de 2009
Contraponto
subpele, sou
mar revolto
contraponto
com águas plácidas
d’uma cara amassada
aponto-me
sirvo-me ao ponto
a ponto de des(a)pontar
!
Lou Vilela
.
Vida em subtom
não me venhas em subtom:
incômoda
qual ferida que supura
com moscas ao redor
tu, pedrada na retina!
canto-te aos quatro cantos
falo do lamento
entrego-o ao vento
mínguo meu pranto
por ser eu, instantes,
desassossego
faço-me, em pântano,
flor de lótus
Lou Vilela
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
PRÊMIO DARDOS

Prezados amigos,
O blog Nudez Poética recebeu indicação ao Prêmio Dardos conferida por Patrícia N. Duarte, autora do blog "Pontes Indestrutíveis".
Pelas normas, cada autor indicado deve:
1. Exibir a imagem no seu blog;
2. Linkar o blog pelo qual você recebeu a indicação;
3. Escolher outros 15 blogs para entregar o Prêmio Dardos;
4. Avisar os seus escolhidos.
- “Suave Coisa”, da escritora Mariana;
Oportunamente, haverá complementação da listagem acima.
Por último, mas não menos importante quero agradecer a Patrícia N. Duarte pela indicação e pelo reconhecimento de nosso trabalho.
Lou Vilela
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
quarta-feira, 7 de janeiro de 2009
Dos limites
Meus limites me são tão estranhos...
Quando penso que os alcancei
tornam-se elásticos e surpreendem
transformando-me em outro
Lou Vilela
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terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Regras do jogo
Joga-se sem pausa.
Não se refaz movimento!
- poupe argumento.
Aproveite!
- é o objetivo.
Inexorável [passa]tempo.
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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009
Apelo lascivo
Na mente o entorpecer
do apelo lascivo
que invade incisivo
num prenúncio do prazer
Na pele, o toque, o calor
o perfume, a saliva, o pulsar
o suor gota-a-gota a brotar
inequívocos sinais do amor
Na face, o desejo explícito
no olhar, o brilho langoroso
na boca, sons sussurrados
A alternância das marés
dita o ritmo dos corpos
que dançam em êxtase
Lou Vilela
Êxodo rural
O ciclo econômico
mudou o trajeto
de mais um Silva:
na selva de pedra
fez o traçado
comeu progresso
vomitou dignidade
virou paisagem.
Lou Vilela
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
Poesia de sertanejo
Sei a dor, a tristeza, a saudade...
analfabeta de pai e mãe
Lou Vilela
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terça-feira, 30 de dezembro de 2008
Ousadia do não
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Adeus à fantasia,
findou o carnaval!
Adeus aos beijos não dados
à pele não explorada
à flor orvalhada
(entre coxas, cerrada)
à dança lasciva
ao carro alegórico
à efêmera paixão...
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Filha de Baco
.
lutei tempestades
bailei furacões
submergi, profundo oceano...
o resgatei no fundo de uma garrafa
meu tinto-seco amor
.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
Escolhas
Vestiu a herança
sufocou os sonhos
desnudou-se de si
ao som dos aplausos
o riso taciturno
viveu a vida
dos outros, herdada
saudade muda
do que nunca foi
.
“Casa das Musas”
Na ilha grega
surge a artista
explora com amor
sua bela cítara -
instrumento singular
Lou Vilela
.
Urgência de viver
Gostaria de aquietar-me um pouco...
Contemplar, refletir, extrair
de mim o melhor, ou o pior;
da vida, o que ela oferece;
do outro, suas possibilidades.
Às vezes, falta-me tempo:
a vida corre para acabar
- sina urbana.
Na urgência de viver
anestesio olhos e ouvidos,
os que alimentam minh’alma!
Com a boca cheia,
a alma vazia
vaga...
ou melhor, corre.
Esquece-se de si, da vida, do outro...
necessita sofregamente
chegar a lugar algum.
Lou Vilela
“Aeterna veritas” *
Na brincadeira da esquina
ela aparece, menina
começa a contar.
Fugidias, as crianças
correm em suas tranças
escondem-se n’algum lugar.
“Um, dois, três...
você, sua vez...”
aponta com o olhar.
Pelos cabelos
arrebatadas, as crianças
seguem a menina.
Lou Vilela
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Desconjugado pensar
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Penso que penso, eu
Pensas que pensas, tu
Pensa que pensa, ele
Pensamos que pensamos, nós
Pensais que pensais, vós
Pensam que pensam, eles
O movimento das massas
Que pensam que pensam
.
Das escolhas
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terça-feira, 23 de dezembro de 2008
Feliz Natal!
Prezados amigos e leitores,
O corre-corre muitas vezes não nos permite parar para celebrarmos as dádivas que recebemos de Deus! Aproveitemos então, o período natalino... é tempo de comemorar! Comemoremos a vida, a família, os amigos, as realizações, os nossos ideais...
O Natal representa o sentido da vida. Não nos esqueçamos de renascer sempre; a cada frustração, a cada passo mal dado, a cada queda no caminho... Renascer a partir da aprendizagem com os nossos erros; renascer melhores e fortalecidos!
Um Feliz Natal e um Ano Novo com muita paz, saúde, harmonia e realizações!!
Lou Vilela
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
sábado, 20 de dezembro de 2008
Meu Sertão
naquela terra árida
jazia uma semente
regada quase sempre
à lágrima curtida
mal sabia eu
que no céu floria
em divina sintonia
flor de mandacaru
meu sertão, preso na garganta
enquanto dura a pena
pare versos
Lou Vilela
Torto urra
Burburinho
lula-lufa
torto bufa
cai os dentes
Povo rosa
rói dor
torto urra
nasce a nau
No porto
a_porta
Torto urra
“Pater noster
amem”
Lou Vilela
Implosão
A capa de verniz esconde o assombro:
silêncio! – diz a placa.
A lágrima que não verte sufoca,
o grito-mudo ecoa e a fortaleza implode.
O sorriso insosso tempera a carne em brasa.
Os outros são apenas os outros;
previsível!
Trinca o elo invisível.
O eu, em pé, treme.
E o tempo passa...
Lou Vilela
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sexta-feira, 19 de dezembro de 2008
Agonia
minha agonia
mascarada.
Quiçá, hoje se despeça?
tenho pressa
na saturação
de morrer.
Lou Vilela
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Borboletra
Numa crisálida
Metamorfose
[em versos
Pupa em cores
Rompe o casulo
[íntimo reverso
Trêmulo segundo
Silêncio profundo
[explora uni_verso
Irrompe o mundo
Cata-vento
Inverso tempo
Pólen semeado
Amores roubados
Flores grávidas
Sem asas
Áridos dias
Sonhos-palavras
Úmidas agonias
Morte destinada
De doces alegorias
Descobre em seu vôo
As dores do mundo
A vil solidão
Efêmera, alada
Jaz concebendo
Sua doce ilusão
.................uma
....................d
...................o
....................c
.....................e
....................i
.....................l
.....................u
....................s
..................ã
..................o
Lou Vilela / Theresa Russo
30/10/08
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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
Canto de guerra
Quando a saudade aperta
o remédio é chorar
o peito fica mais leve
a alma põe-se a entoar
o canto dos guerreiros feridos
de uma história secular
Então, se achegue saudade
meus olhos já estão a chorar
faça de mim sua morada
pra minh’alma bradar
o canto dos guerreiros feridos
de uma história secular
Sou da linhagem dessa tribo
um dia, serei relembrada
quando outra alma entoar
na saudade que lhe aperta
o canto dos guerreiros feridos
de uma história secular
Lou Vilela
Do pó ao pó
Os cupins em festa
no tronco ressequido
mostrarão sua obra.
Antes, corroer, tornar pó
varrer aos quatro cantos
a ver o tronco
inflexível ao vento.
Lou Vilela
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sábado, 13 de dezembro de 2008
Poemas nus
minha rubrica
em poemas nus
quais não te esqueci
há momentos preferiria uma carranca:
economizaria letras e saudade
Lou Vilela
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Quadro realista
Sou pintor surrealista
– os sentidos, meus pincéis.
Para vê-lo florescer
virei quadro realista
vesti tintas pastéis
pintei-me paisagem amena
– paredes, teto, uma árvore
um lago de águas plácidas...
Fixei-me na parede
- vivo nela enquadrado.
Lou Vilela
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
Inconformismo
Calo!
Engasgo
Cuspo
Verbo indomável
Singro!
Verte
Em letras
A minha impotência
Grito!
Irrompo
Surdez
Indesejada
Sinto!
Exponho
Concluo
Assino
Lou Vilela
domingo, 30 de novembro de 2008
sábado, 29 de novembro de 2008
Desafinado
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Lama de mel
dedo em riste
na própria lama
deflorou a folha
ejaculou versos
adormeceu em paz
Lou Vilela
.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Presença incômoda
O mistério do mar
Palco do encantamento
Ondas pujantes
Mergulho abissal
Em sentimentos rugosos
Janelas d’alma obscura
Verbo sem eco
Psique domada
Olhos que manipulam
Herméticos, sarcásticos
Ignotos, escrotos
Jazem incautos na lembrança
Guardiões do lume da paixão
Catalisadores da saudade
Lou Vilela
domingo, 23 de novembro de 2008
Lembrança olfativa
Inebria, incita
Acaricia sem tocar
Finca n’alma
Presença lancinante
Outrora esquecida
Desejo incontido
Saudade fustigante
Lembrança olfativa
Lou Vilela
sábado, 22 de novembro de 2008
Fugaz
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Amor de poeta
.
A ausência suscita
o que passou
- ternas lembranças.
A presença inibe
- além das lembranças,
nada restou.
Na ausência presente
desnudo a nostalgia,
gozo em versos.
Na presença ausente
sou homem castrado
– bicho selvagem, encurralado.
Lou Vilela
.
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Amor suicida
sufoquei-me em minha pequenez,
desejei romper os grilhões...
o delírio: incensa_tez.
Na hora do adeus planejado,
inalei o cheiro da terra,
senti o toque do orvalho,
vesti-me verde com a relva.
Percebi o quanto a amo...
Decidi não antecipar a partida,
morrer aos poucos em seus braços
minha agridoce vida.
Lou Vilela
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
domingo, 9 de novembro de 2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Homem, quem és?
O que usurpa a natureza
O que dizima espécimes
O produto do meio
O palhaço social
A lágrima seca
A esperança agonizante
A felicidade fragmentada
A sobrevida
Lou Vilela
domingo, 2 de novembro de 2008
segunda-feira, 27 de outubro de 2008
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
domingo, 5 de outubro de 2008
Noites prateadas
Pele trigueira
Olhos de jabuticaba
Alma aventureira
Metamorfose em andamento
Longe já estão os cueiros
Aos tropeços caminha
Trilhando seus canteiros
Não tenho a solução
Para todo mal que o assola
Cuido da fundação
A vida será sua escola
Nas noites enluaradas
Interrogações a bailar
Cumplicidade, brincadeiras
Até a fadiga chegar
Aninha-se no travesseiro
Cerra os olhos cansados
Relaxa o corpo, aquieta-se
Boa noite, filho amado!
Quando um dia eu estiver ausente
Sinta o coração acarinhado
Lembre das noites prateadas
E do amor compartilhado
quinta-feira, 2 de outubro de 2008
Iluminação
Quando não entendo
escrevo
materializo fantasmas
Quando escrevo
questiono-me
enfrento sombras
Quando me questiono
liberto-me
multiplico-me
Quando me liberto
não me caibo
sou do todo, o átomo
Lou Vilela
.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
Leitura incerta
de um eu circunspeto
apenas sou
aquilo sem definição
sentido vão?
Ausente estou
Redemoinho
mergulho sem fundo
controverso mundo
Questões em neon
respostas sem tom
Avanço!
Essência analfabeta
Leitura incerta
Qual fim?
Lou Vilela
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