sexta-feira, 18 de junho de 2021
terça-feira, 15 de junho de 2021
Mergulho
quinta-feira, 8 de outubro de 2020
A casa somos nós
À Tarcimá, em memória
Na casa havia aquela presença ilustre
referência e elo com o passado
de histórias e lutas
Na casa há o respeito e as lembranças
de uma mulher que desconheceu
a própria força e seus milagres
Lou Vilela
quarta-feira, 7 de outubro de 2020
Jardins
À Alaide, em memória
tínhamos em comum o amor
pelas crias, plantas e tais
ainda ouvi seus pesares pelo maio
que me ceifou uma flor
mal sabia que seriam duas
Lou Vilela
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
Alquimia
aqui, a poesia possivel
tem aromas, sabores, texturas, especiarias
assim alimentam-se as horas
escapo de ser devorada
Lou Vilela
domingo, 4 de outubro de 2020
A_Deus
existe o silêncio, a tristeza, uma ausência
a resistência, o não entender
as mãos em prece
para sorrir
Lou Vilela
sábado, 3 de outubro de 2020
Ela
À Rose, em seu aniversário
como elos e corrente
selamos no amor
toda uma existência
para não nos perder
para ungir recomeços
para inaugurar primaveras.
Lou Vilela
domingo, 3 de novembro de 2019
sábado, 2 de novembro de 2019
Desmesura
sabor, arrepio
um belo tacho de bronze
azeitado
flor de sal
uma mão nem sempre apta
Lou Vilela
terça-feira, 24 de setembro de 2019
Lúdico
fez comidinhas
construiu, montou casinhas
advogou suas questões
[se] convenceu
presidiu
mandou a discriminação às favas
Lou Vilela
sexta-feira, 2 de agosto de 2019
quarta-feira, 27 de março de 2019
Agulhas e linhas
toda ferida doía
quando ousava remendá-la
mas era o jeito possível
de sobreviver
Lou Vilela
quarta-feira, 6 de março de 2019
Vidas que insistem
frágeis construções da alma
são tantos os abismos
[im]possíveis
alguns silêncios de algibeira
a flacidez moldável
da ética e da moral
a fome e o prato social
famílias empanadas
empenados horizontes
perdidos, achados
laudas sem fim
mas sempre há um ponto
onde o ar é mansuetude
e a pausa permite-se
Lou Vilela
segunda-feira, 4 de março de 2019
Femininas e plurais
mas ando de mãos dadas
com seus medos e anseios
o que nos torna íntimas
não a conheço
mas provo do descrédito, da violência
das ausências, dos porões
o que nos torna vítimas
não a conheço
mas assim como você
sou confrontada todos os dias
e jogo o jogo de equilibrar
o sangue entre as pernas
Lou Vilela
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019
Trabalho delicado
semeava flores e alma
em terreno arenoso
às vezes brotava
Lou Vilela
terça-feira, 12 de junho de 2018
Antropofágica
capacidade de comer
na carne
poesia inteira
e, pasmem
gozar
Lou Vilela
sexta-feira, 23 de março de 2018
Esquecimento
viva, toda a sorte de uma casa
Lou Vilela
segunda-feira, 19 de março de 2018
Manas
o cenário é árido
os medos, escaldantes?
_ sororidade
em tese
todas as sedes estão representadas
:
necessário desfazer os nós
das renúncias, da exclusão
da ignorância compulsória
da violência, da posse
do preconceito...
costurar o autoamor
numa clave de sol
Lou Vilela
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
onde há
o líquido que umedece sua bússola
Lou Vilela
terça-feira, 10 de outubro de 2017
Esboço
as buganvílias esboçam sem mesuras
signos de amores estrelados
constelações de presentes passados
enquanto flor
Lou Vilela
segunda-feira, 14 de agosto de 2017
Rubro
Farpados,
silêncios não coagulam
: lambem minhas pernas
seus rastros.
Lou Vilela
* poema para o 195º Desafio Poético com Imagens - IV Ano, proposto pela querida Tânia Regina Contreiras.
Arte: Kyle Thompson
sexta-feira, 28 de julho de 2017
Coreografia
tudo é tão breve
não se cabe tecido gomado
à sombra das copas
Lou Vilela
quinta-feira, 20 de julho de 2017
Desenho de um poema
sentir
ser música aroma
gosto e textura
tocar as possibilidades
no olho do caos
Lou Vilela
terça-feira, 18 de julho de 2017
Porto
apesar de primogênita
: tempo e fôlego para mergulhos
é preciso mais do que coragem
para se amar
Lou Vilela
quinta-feira, 13 de julho de 2017
Pedra de toque
tão leve, tão tênue
nua linha imaginária
ao sul
poesia
teu ventre
Lou Vilela
quinta-feira, 29 de junho de 2017
Estações
: floral, paleta-de-outono
pingo-d'água, arrebatado-verão
entre a chuva e o parapeito
calçar chinelos de nuvens
Lou Vilela
quinta-feira, 18 de maio de 2017
terça-feira, 11 de abril de 2017
quinta-feira, 16 de março de 2017
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
Balada para o amor V
sexta-feira, 20 de janeiro de 2017
quinta-feira, 22 de dezembro de 2016
rebentação
naqueles olhos de mar
como quem abraça o tempo
resvala
infinitas rotas
subjetivo navegar
Lou Vilela
sexta-feira, 16 de dezembro de 2016
Balada para o amor III
Lou Vilela
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
domingo, 11 de dezembro de 2016
fim de tarde
Lou Vilela
quarta-feira, 7 de dezembro de 2016
Epitáfio II
Lou Vilela
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
Entre o ninho e o voo
Foto: ShutterStock
quarta-feira, 9 de novembro de 2016
Balada para o amor IV
a engrenagem da vida
movimentar
o mundo vibrasse
instantes
factíveis
jogos de encaixar
Lou Vilela
segunda-feira, 7 de novembro de 2016
quando somos ausência
todos postos à mesa
Lou Vilela
sexta-feira, 27 de maio de 2016
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Calendário II
Lou Vilela
Frida
*Publicado no Livro Agenda da Tribo, ed. 2016/2017.
segunda-feira, 14 de dezembro de 2015
Quando o encontro é ainda incerteza
os buracos pousam tão profundos
Lou Vilela
segunda-feira, 16 de novembro de 2015
Portinari
os nossos do dia a dia
tanto o que aprender
além dos bancos da escola
necessária alegoria
acordes mistos tinindo
expressionismo sem par
tu os coloca no ar
nós os vemos passarinhos
Lou Vilela
* Meninos na Gangorra, de Portinari - 1939. Acervo digital ©Projeto Portinari
quarta-feira, 4 de novembro de 2015
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
portal
o frio e a navalha de passos indivisíveis
houve o mar e os botões de acender pirilampos
aqueles cobertores de pés silenciosos
Lou Vilela
sábado, 26 de setembro de 2015
poesia completa
lou vilela
quando existimos
há um hálito azul-presente
em todas as preces
à deriva, corpos tingidos
lou vilela
[Arte: Fátima Queiroz]
terça-feira, 22 de setembro de 2015
sexta-feira, 18 de setembro de 2015
esse todo
quando vens
quando tocas
do teu modo
quando invades e
e
s
c
o
r
r
nu teu peito
quando suo
quando soo
[im]perfeito
lou vilela
terça-feira, 7 de julho de 2015
Bacante
* Um dos poeminhas escolhidos para publicação no Livro da Tribo - edição 2016/2017. Felicidade imensa participar desse projeto que tanto admiro, ao lado de muita gente querida!
sábado, 21 de março de 2015
balada para o amor II
lou vilela
sábado, 14 de março de 2015
Deslizes
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
Codinome Bouganville
soubemos: ele não resistirá
como se resistíssemos nós, os não aca[l]mados
como se não morrêssemos aos poucos
a cada pílula
de uma vida pretensiosa
Lou Vilela
sábado, 14 de fevereiro de 2015
Bacante II
Lou Vilela
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Balada para o amor
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015
Poema de aproximação
daquilo que não cabe e reflete
poesia
alegra o que toca
na passagem do olho
e compõe a alma
a lucidez da língua a força
o signo a porcelana a boca
semiaberta essa flor
que sangra
e fere
Lou Vilela
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015
Engenho Santana
: feroz, em riste, vento a galopar
assombro, horizonte, seus bichos
: mulheres e homens partidos
produtos de um outro lugar
sabem-se fome, espanto, sonhos caudalosos
em plácida mina d'água pra refrescar
buscam sinais, toques, sons do campo
nu[m]a terra de se plantar em canto
algo latente que insiste enramar
Lou Vilela
sábado, 31 de janeiro de 2015
Todas as falas
então fomos mais, lugar inabitado
Lou Vilela
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
Nua
vagueia pelas ruas
copula acha graça
afronta sem mesuras
mistura toda a raça
Lou Vilela
sábado, 3 de janeiro de 2015
terça-feira, 30 de dezembro de 2014
Temporais do absurdo II
banha-se, mais uma vez, a criação
Lou Vilela
sábado, 13 de dezembro de 2014
sábado, 1 de novembro de 2014
Adélia
linhas tênues, limites
os deuses imperfeitos somos nós
a história, o pecado
Deus não segrega!
observa-nos o amor e a caridade
sexta-feira, 12 de setembro de 2014
Mal de são
refaça o sonho -- túmulos abertos.
Livres, despojados de nós,
Lou Vilela
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Menino carvoeiro
O rosto carvoeiro escondido denuncia espanto;
Gigantes, essas mãos desacostumadas
ainda sonham...
sábado, 23 de agosto de 2014
Os dias e as cores
amarela a cor que somei
desbota todos os dias
amarela a cor dos sonhos
dos dentes das farpas das fotografias
amarela o jornal quando exala o suor
das mesmas notícias
amarela o tempo, a têmpora muda
o carrasco que [a]trai e destrói
amarela o que não se aprende
o que não pulsa
o que aparentemente gira
Lou Vilela
sábado, 16 de agosto de 2014
Tormenta
conheci teu [a]mar, tua calmaria
teus altos [des]montes,
tua muda estação
tua boca, teus olhos, meus anseios
tua fala, tua foda, nosso óbvio
tesão
cometi o que não deu
abismo in confesso
pra reter
Lou Vilela
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Numa noite sem mesuras
tudo que é belo perpassa – infinito
sábado, 2 de agosto de 2014
Olhos arrebatados pelo vento
sábado, 26 de julho de 2014
Memória
não, não havia
sábado, 19 de julho de 2014
Escambos e frissons
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Diário de uma notívaga IV
[não mais postergar]
expandir o silêncio
soerguer na matilha da noite
a paz necessária
Lou Vilela
sábado, 12 de julho de 2014
Germinar
demarcava suas páginas
bebia os mistérios
Lou Vilela
sexta-feira, 11 de julho de 2014
Cores
Tudo o mais de pura inutilidade
domingo, 6 de julho de 2014
sexta-feira, 4 de julho de 2014
domingo, 29 de junho de 2014
Ossos
Lou Vilela
sábado, 7 de junho de 2014
domingo, 23 de fevereiro de 2014
Zonas do silêncio
crescer
adornar a pele
incrustar sentidos
ecoar um cântico
de olvido
ser pedra
Lou Vilela
segunda-feira, 6 de janeiro de 2014
Enredados
I
que desperta o passado
apesar de avançada a hora
que se nega
que não quer ir embora
: parados ponteiros
d’outrora
dentes brancos
um gráfico senoidal
uma rede
um eco
dentro
entro
ntro…
de Toulouse-Lautrec
– púrpura!
cruzadas
um cabaré qualquer
Paris.
o ouriçar da pele
algumas chances
partidas
em telas.
sem jardineiras anis
nossos ares, distâncias
capital
: crédito, 3 X
cartões, carteiras e nossos vasos
– paisagens
perder-se inteira
forjar-se
pedra, sabão
recomeços
tempo, apego
aquele quadro, esse nada
um eu além
quiçá um mote, sem conserto
não importava!
naquela idade
bom mesmo era poder quebrar
silêncios
foi assim o nosso encontro
nada me dizia
estava ali, impassível, em sua beleza ácida
queria voar
não havia asas
apenas poesia – ponte aérea
entre vãos
e todas aquelas vozes celulares
ar rarefeito unindo
motivos, vidas, saguão
e esta sensibilidade exposta, sonar
riem-se dos laços plácidos
vovó dizia: ‘rasgam mortalha’
e eu por um tempo acreditei
que não eram humanas
ruminam, sobretudo, vendavais
o homem trabalha
volta à casa, come
transa, dorme
não acorda
trabalha…
são os dedos quebradiços da ética;
um olhar pseudo espanto [o ciclope em jardim panorâmico].
mal fa(r)dados humanos;
são os monstros assíduos que criamos.
pútridos paridos do descaso
sepulcros do que podia ser.






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