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sábado, 2 de agosto de 2025

Luto(s)

Gentes em luto,

em cura,

em surto.

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Logo eu — pronta a suportar,

a oferecer um ombro, um abraço, uma escuta,

a me desdobrar —

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precisei, eu mesma,

recalcular:

o tempo,

o espaço,

o ser.

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Urge a vida a se mover.

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Calo,

e o silêncio ecoa

em paredes tão próprias

e já definidas.

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Quisera eu assim.

Mas nada é para sempre —

nem as paredes.

⠀

Calo,

e o silêncio reverbera.

Já não há mais paredes.

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Há algo orgânico,

amorfo,

assíncrono.

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Há passado,

presente,

desejo —

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um relicário que carrego

pra não esquecer.

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Mas, para ser,

há de se morrer mil vezes.

Desreconhecer.

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Luto(s): do outro, de si, do status quo.

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— Lou Vilela



sábado, 5 de março de 2011

Prelúdio para a salvação II

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Eggcubism multiple, por Enno de Kroon


Não à discordância de dias
Errantes em uma existência
Pousaríamos certezas
Que não temos.
Antes, açoite - risco:
Iniludível mundo amorfo 
A se/nos desvendar.

Lou Vilela



* Antecipei algumas homenagens, pois estarei ausente por uns dias (possivelmente, ainda aparecerei durante o carnaval; depois, devo me afastar em decorrência de uma cirurgia).

** O poema anterior homenageia a mulher. Este, foi feito em comemoração ao dia nacional da poesia (14/03); também, meu dia de comemorar "primaveras". :))

*** Quem quiser conhecer o primeiro prelúdio, é só clicar aqui. 

Um beijo a todos!


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