sábado, 22 de maio de 2010

Um brado retumbante

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No perdido olhar natimorto,
desfalece o sonho fugaz:
teto, alimento, labor,
respeito, dignidade, paz...

Jaz ali a esperança
de quem lutou pela vida.
De si, só resta o borrão
manchado com lágrima curtida.

Aconchega-se na escuridão das ruas,
cobre-se com a flâmula ignorada.
Heróico: sequer, teme a própria morte
na (de)vastidão da terra amada.

Lou Vilela


* Texto republicado.
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4 comentários:

Cosmunicando disse...

um brado que não ouvimos... ecoando todos os dias.

bjos

Mai disse...

Um brado que é revés de parto ou aborto que ensanguenta o mundo.

bjo

Assis Freitas disse...

ó patria amada, tão desalmada. cheiro

Reflexo d Alma disse...

Passando pra conhecer seu espaço,
te ler
e desejar
uma linda semana.
Bjins
entre sonhos e delírios