quarta-feira, 19 de maio de 2010

Exibicionista

.
nossa poesia inacabada
copula versos infindos
aqui acolá por entre gentes
gozando aos olhos alheios
num frenesi de dedos

Lou Vilela



* Texto republicado.
.

9 comentários:

Pavitra disse...


clap, clap, clap!

quero vc sempre assim, exibindo essa nudez poética!

beijos, lou!

oscar kellner netto disse...

Caminhos


Túneis insondáveis
tuas veias de barro e fogo.

Divergentes apocalipses
as ondas de teus carinhos.

Horizontes de teus olhos,
recônditos cruzeiros,

Túneis fagueiros
mais que belos – intrafegáveis.

Teu colo de alva lama
percorro errante...

Ah! o leito de teus túneis
flamejantes de trompas e vidas,

Meu único caminho!


oscar/1968

bela poeta, ótima poesia.
um abraço. grato pelo comentário
oscar

Lídia Chaves disse...

E viva aos orgasmos poéticos!
=)

Ígor Andrade disse...

Uma bela exibição!

Marcelo Novaes disse...

Oi, Lou!

Passei a visitar tua poesia por ter o prazer de conhecer esse blog. É, muitas vezes, uma "poesia sinóptica", enfeixando sons e sentidos, sem ser ou pretender parecer hai kai. Mas vc assume outras dicções também... Eu as irei acompanhando...


Gostei muito!




Beijos,




Marcelo.

Sél disse...

Esse é "sob medida" para meu blog mais excitante.."Palavras Nuas" rsrsr
Que beleza! ^^
Tudo descrito em tão poucas linhas, q beleza! rsrsrs
Parabéns Lou
*já estou me sentindo repetitivamente envergonhada* hahahaha
abraços querida, vc é mesmo iluminada! certamente!

Assis Freitas disse...

espirais de um bolero raveliano, crescente, crescente... cheiro

Jorge Pimenta disse...

acho extraordinária a forma como fazes cruzar sentidos de natureza tão diversa (emocional, físico, social e poético, só para citar alguns) num texto só. é o frenesi dos dedos, sem dúvida!
um beijinho, lou!

Mai disse...

Poema de sutil fricção.
Tua poesia alvoroça sentidos na pura fruição da palavra.

é muito bom ler-te.
abraços de admiração.